Em meio a um cenário econômico que ainda luta contra a alta inflação, o Governo Federal deu um passo importante: o Novo Desenrola do Governo do Brasil, que promete até 90 % de desconto em dívidas e facilita a renegociação de carnês e contratos. Segundo a Casa Civil, “o programa tem como objetivo aliviar a carga tributária e financeira dos contribuintes, permitindo a regularização de créditos com condições mais favoráveis” (www.gov.br). Já a Folha de S.Paulo destaca que “o Desenrola Brasil ampliou a negociação de dívidas com corretores de crédito e correios, possibilitando descontos de até 90 % nas dívidas vencidas” (Folha de S.Paulo).
Essas notícias não são apenas um alívio para quem sofre com o endividamento. Elas também criam uma oportunidade única de reestruturar sua vida financeira em um prazo enxuto: seis meses. A seguir, apresento um plano passo a passo, projetado para quem deseja sair das dívidas de forma prática e sustentável.
1. Avalie a sua situação atual – o diagnóstico financeiro
Antes de qualquer negociação, é fundamental conhecer exatamente onde você está. Isso implica em:
- Listar todas as dívidas: contas de cartão de crédito, empréstimos pessoais, financiamentos, contas médicas, e até dívidas com amigos ou familiares.
- Calcular o valor total: some as parcelas vencidas, juros e multas. Este número será a base para as negociações futuras.
- Analisar a taxa de juros: identify quais dívidas têm juros mais altos; são as que você deve priorizar.
- Conhecer o prazo de cada dívida: isso ajuda a criar um cronograma realista de pagamento.
Um exemplo prático: Maria, 38 anos, possui um cartão de crédito com saldo de R$ 12.000, juros de 3,5 % ao mês, e um empréstimo bancário de R$ 7.000, juros de 2,8 % ao mês. Totalizando R$ 19.000 em dívidas, a taxa efetiva média fica em torno de 3,1 % ao mês.
2. Crie um orçamento realista – corte de custos e aumento de renda
Para conseguir quitar as dívidas em seis meses, é preciso que os recursos mensais destinados ao pagamento sejam superiores ao valor mínimo das parcelas. Isso exige:
2.1 Corte de despesas não essenciais
- Revisar assinaturas de serviços (streaming, academias, etc.)
- Reduzir gastos com lazer fora de casa
- Negociar tarifas de telefonia e internet
2.2 Aumente sua renda, se possível
- Busque um trabalho extra (freelance, bicos)
- Venda itens que não usa mais (roupas, eletrônicos, móveis)
- Considere a possibilidade de um profissional de marketing digital, com investimento mínimo, mas retorno potencialmente alto.
Depois de aplicar esses ajustes, você deve ter um valor disponível mensalmente para destinar à dívida. Por exemplo, se o total de dívidas for R$ 19.000 e você conseguir reservar R$ 4.000 por mês, o prazo de pagamento será de 4,75 meses, se não houver acréscimos de juros.
3. Priorize a renegociação – aproveitando o Desenrola
O Novo Desenrola oferece duas principais vantagens:
- Descontos de até 90 % em dívidas com instituições credenciadas.
- Taxas de juros mais baixas e prazos mais flexíveis.
Para aproveitar ao máximo, siga estes passos:
3.1 Identifique quais dívidas são elegíveis
- Cartões de crédito com limite de crédito acima de R$ 5.000
- Empréstimos pessoais e financiamentos de veículos e imóveis
- Contas de serviços públicos (água, luz, telefone) que tenham sido parceladas em atraso.
3.2 Consulte o banco ou a instituição credenciada
Entre em contato com o gerente ou com o canal de atendimento online e solicite a inclusão da sua dívida no programa. Pergunte especificamente sobre:
- Desconto aplicado (quanto será o valor final da dívida)
- Taxa de juros nova
- Prazo de pagamento (normalmente de 12 a 24 meses)
- Condições de pagamento (mensal, bimestral)
3.3 Negocie individualmente cada dívida
Não se limite a um “pacote” genérico. Negocie cada obrigação separadamente, pois as condições podem variar. Um exemplo de negociação: Maria consegue reduzir seu empréstimo bancário de R$ 7.000 para R$ 3.200, com juros de 1,5 % ao mês, em um prazo de 12 meses.
4. Monte um plano de pagamento agressivo – a regra dos 6 meses
Com as renegociações em mãos e um orçamento ajustado, você pode criar um cronograma de pagamento que visa quitar tudo em seis meses. Veja uma tabela de exemplo, considerando 4 dívidas diferentes (valor inicial, taxa, prazo, parcela mínima e parcela sugerida). Todas as parcelas abaixo da linha vermelha são exigíveis, mas você deve pagar o valor da coluna “Parcela Sugerida” para acelerar a
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação financeira individual. Compare condições e, se possível, consulte um profissional.






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